terça-feira, 28 de julho de 2009

Super atualização de jogos

Estou com inúmeros compromissos e tenho deixado na mão os jogos do flu e esse meu blog. Mas as coisas vão se acertando e vamos atualizando.
Eu não quero comentar esses jogos, aliás, não quero comentar mais jogo nenhum. Acho que temos que focar na base. Deixo as reportagens falarem, apesar de não concordar com a visão dessa imprensa vendida, mas pelo menos não ficaremos sem o registro do jogo.Prefiro focar no ambiente político e da estrutura do clube, que se vc ainda tem dúvidas que é o grande problema do FLU, espero que mude de opinião rapidamente!
Vou abordar esses temas ainda hj, mas em outro post.
Vamos à atualização dos jogos que eu tô devendo:


Fluminense e Cruzeiro empatam e seguem em má fase (primeiro jogo de Renato Gaúcho no Maracanã depois do seu retorno ao FLU)


Renato Gaúcho não consegue fazer o tricolor carioca vencer em casa; time segue na vice-lanterna

LEONARDO MAIA - Agencia Estado

Renato Gaúcho ainda não conseguiu vencer

Marcos de Paula/AE

Renato Gaúcho ainda não conseguiu vencer

RIO - Depois de cinco derrotas consecutivas, o Fluminense não saiu de um empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, neste domingo, no Maracanã, pela 14.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Já são nove jogos sem vitórias do time carioca, que está em penúltimo lugar na competição com onze pontos ganhos. O Cruzeiro também está em posição desconfortável, em 16ª lugar, com 14 pontos, apenas um acima da zona de rebaixamento - os mineiros, contudo, têm um jogo a menos.


Mesmo precisando da vitória e jogando em casa, o técnico Renato Gaúcho foi extremamente cauteloso contra um adversário sabidamente de melhor qualidade. Escalou o time com três zagueiros, três volantes e apenas Kieza como atacante.

E o jovem jogador, vindo do pequeno Americano-RJ, foi um dos poucos destaques tricolores do primeiro tempo, ao lado de Conca. Apesar da formação, porém, o Fluminense pressionou nos primeiros minutos e desperdiçou duas chances claríssimas de sair à frente no marcador.

Aos 6 minutos, depois de cruzamento da direita, João Paulo resvalou e a bola sobrou limpa para Conca. Mas Fábio lançou-se aos pés do argentino e evitou o gol. Três minutos depois, o goleiro cruzeirense fez defesa ainda mais impressionante. Kieza, sempre caindo pela esquerda, passou pela marcação e cruzou rasteiro. Marquinho chegou batendo, mas Fábio salvou novamente.

Oportunidades que não podem ser desperdiçadas por uma equipe que luta para escapar das últimas colocações no Brasileiro. Ainda mais contra um oponente de melhor nível. O castigo viria sem tardar.

Aos poucos, o Cruzeiro, com mais homens de qualidade no meio de campo, passou a dominar o setor e, por consequência, o jogo.

O time mineiro chegava com facilidade às imediações da área dos cariocas. Faltava acertar uma jogada de finalização. Foi o que aconteceu aos 28 minutos. Jonathan fez bela tabela com Thiago Ribeiro e rolou para Henrique, livre, tocar a abrir o placar.

O domínio ainda era cruzeirense, mas os mineiros abusavam da linha de impedimento. Aos 31, Kieza foi lançado em posição legal e a arbitragem prejudicou os cariocas ao marcar impedimento. Aos 40, mais uma vez o atacante recebeu passe de Conca, desta vez a jogada prosseguiu acertadamente e Fábio fez outra boa defesa.

A precaução deu lugar à ousadia na segunda etapa. Renato desfez o sistema com três volantes ao sacar Fabinho e colocar o atacante Maicon. Também retirou João Paulo e lançou Dieguinho. Em menos de dois minutos, o jovem lateral de 19 anos fez valer a alteração. Ele foi à linha de fundo e cruzou. Thiago Heleno cortou mal e deixou a bola para Kieza, que empatou.

O jogo era aberto, com as duas equipes desperdiçando bons ataques. Aos 17, um lance que poderia ter mudado o rumo da partida. Leonardo Silva afastou mal e Maicon foi lançado às suas costas. Sem alternativa, o zagueiro fez falta e foi corretamente expulso.

Mas o Fluminense não soube aproveitar a superioridade numérica. Lançava-se à frente impetuosamente, sem se resguardar dos contragolpes. Assim, era o Cruzeiro quem assustava, mesmo com um a menos.

Thiago Ribeiro perdeu grande chance diante de Fernando Henrique, aos 25. Seis minutos depois, Jonathan invadiu a área e explodiu a bola no travessão com um chute forte. Aos 35, novamente Thiago Ribeiro foi parado por Fernando Henrique.

A última grande chance foi do Fluminense. Nos acréscimos, Maicon entrou pela direita e cruzou para Kieza. O chute desviou na zaga e tirou o goleiro Fábio da jogada, mas a bola saiu, raspando a trave esquerda.

FLUMINENSE 1 X 1 CRUZEIRO

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 26/7/2009 às 18h30
Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (BA)
Assistentes: Alessandro Álvaro de Matos (BA) e Adson Marcio Leal (BA)

Renda/Público: R$ 193.815,50/ 13.560 pagantes (14.578)
Cartões Amarelos: Ruy, Marquinho, Dieguinho, Edcarlos (FLU); Henrique, Thiago Heleno, Thiago Ribeiro (CRU)
Cartões vermelhos: Leonardo Silva, 16'/2ºT
GOLS: Henrique, 28'/1ºT (0-1); Kieza, 1'/2ºT (1-1).

FLUMINENSE: Fernando Henrique, Dalton (Mariano, 23'/2ºT), Edcarlos e Luiz Alberto; Ruy, Wellington Monteiro, Fabinho (Maicon, intervalo), Marquinho, Conca e João Paulo (Dieguinho, intervalo); Kieza. Técnico: Renato Gaúcho.

CRUZEIRO: Fábio; Jonathan, Leonardo Silva, Thiago Heleno (Vinícius, 39'/2ºT) e Gérson Magrão (Fabinho, 19'/2ºT); Henrique, Elicarlos, Marquinhos Paraná e Bernardo (Diego Renan, intervalo); Kléber e Thiago Ribeiro. Técnico: Adilson Batista.



Atlético-MG derrota Fluminense e se isola na liderança (estréia de Renato Gaúcho)

Time mineiro ganha por 2 a 1 e vai para 28 pontos; Renato Gaúcho começa com derrota no comando carioca

EDUARDO KATTAH - Agência Estado

Renato Gaúcho estreou com derrota no Flu

Emanuel Pinheiro/Photocamera

Renato Gaúcho estreou com derrota no Flu

BELO HORIZONTE - Numa noite em que brilhou o goleiro Aranha, o Atlético Mineiro venceu o Fluminense por 2 a 1, nesta quinta-feira, no Mineirão, e se isolou na liderança do Campeonato Brasileiro. Com bastante dificuldade, a equipe de Celso Roth alcançou sua oitava vitória na competição e chegou aos 28 pontos, três a mais que o Palmeiras, segundo colocado.

Na estreia do técnico Renato Gaúcho, o time carioca vendeu caro a derrota fora de casa. Com o resultado, o Fluminense permanece na zona de rebaixamento, ocupando a vice-lanterna, com os mesmos 10 pontos do Náutico, último colocado.


Destaque da partida, Aranha comemorou a boa atuação. "Pude colaborar com umas defesas, mas a nossa equipe no geral marcou muito bem, por isso a vitória", comentou, com modéstia, o goleiro, que deixou o gramado do Mineirão ovacionado pelos mais de 55 mil pagantes no Mineirão.

"A gente fez uma importante partida no segundo tempo e o Aranha nos salvou também", ressaltou o atacante Diego Tardelli. "O Aranha está de parabéns, demonstrou o quanto pode nos ajudar", reforçou Éder Luís.

No primeiro tempo, o Atlético procurou dominar as ações ofensivas, mas o Fluminense, com uma forte marcação, não se intimidou e segurou o ímpeto do time mineiro, dando trabalho à defesa anfitriã nos contra-ataques.

O jogo ficou mais aberto e ganhou em emoção na etapa final. O Atlético abriu o marcador aos 14 minutos. Após um rebote, o meio-campista Serginho tocou de cabeça no canto esquerdo do goleiro Fernando Henrique. Seis minutos depois, o lateral Thiago Feltri cruzou da esquerda e Tardelli fez seu oitavo gol no campeonato: 2 a 0.

A vitória do Atlético ficou ameaçada depois que o time carioca descontou, aos 34 minutos. Após um cruzamento da direita, o atacante Kieza - que substituiu Fred - dividiu com o volante atleticano Renan e mandou para as redes. Nos minutos finais, o Fluminense pressionou em busca do empate, mas o goleiro Aranha assegurou o triunfo.

O Atlético volta a campo agora no domingo para enfrentar o Goiás, novamente no Mineirão. Já o Fluminense tentará a reabilitação diante do Cruzeiro, no mesmo dia, no Maracanã.

ATLÉTICO MINEIRO 2 X 1 FLUMINENSE

Estádio: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data/hora: 23/7/2009 - 21h (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP)
Renda/público: R$ 785.943,00/55.769 pagantes.
Cartões amarelos: Diego Tardelli, Welton Felipe, Evandro (ATL); Wellington Monteiro, Conca, João Paulo, Ruy (FLU)
Cartões vermelhos: Não houve.
GOLS: Serginho, 14'/2ºT (1-0); Diego Tardelli, 20'/2ºT (2-0); Kieza, 34'/2ºT (2-1).


ATLÉTICO MINEIRO: Aranha, Márcio Araújo, Welton Felipe, Alex Bruno e Thiago Feltri (Wellington Saci, 31'/2ºT); Jonílson, Renan, Serginho e Júnior (Evandro, 31'/2ºT); Diego Tardelli e Éder Luís. Técnico: Celso Roth.

FLUMINENSE: Fernando Henrique, Edcarlos, Cássio (Maicon, 25'/2ºT) e Luiz Alberto; Ruy, Wellington Monteiro, Diguinho (Marquinho, 37'/2ºT), Tartá, Conca e João Paulo; Fred (Kieza, 11/2ºT). Técnico: Renato Gaúcho.



No Rio, Goiás goleia e aumenta a crise no Fluminense

Efetivado após saída de Parreira, Vinícius Eutrópio já corre risco de demissão após derrota por 4 a 1

AE - Agencia Estado

Eutrópio gritou, mas não acordou o Fluminense

Marcos Arcoverde/AE

Eutrópio gritou, mas não acordou o Fluminense

RIO - O Fluminense protagonizou, neste sábado, mais um vexame no Campeonato Brasileiro - completou sete jogos sem vencer. Em pleno Maracanã, sofreu goleada de 4 a 1 para o Goiás. Efetivado recentemente, desde a saída de Carlos Alberto Parreira, o técnico Vinícius Eutrópio já corre risco de demissão. Até porque, com o resultado, a equipe tricolor continua na zona de rebaixamento - é o penúltimo colocado, com 10 pontos, 7 a menos que o time goiano.

O Fluminense começou a partida imprimindo ritmo forte. Acertou uma bola no travessão, em cobrança de falta do meia Conca, e tinha mais volume de jogo. Porém, a partir da metade da primeira etapa, diminuiu o ritmo e viu o Goiás crescer de produção. No entanto, o primeiro tempo terminou num 0 a 0 sem graça e sem bom futebol.

O clube carioca voltou para a etapa final com outra postura. O Goiás também, principalmente depois de sofrer 1 a 0, gol do ala direito Ruy, aos 2 minutos. A equipe tricolor poderia ter ampliado o placar, mas não conseguiu superar o goleiro Harlei. Sorte do Goiás, que achou o gol de empate num chute de fora da área do volante Ramalho.

O Fluminense sentiu o golpe. O Goiás, então, fez 2 a 1 com o lateral-esquerdo Júlio César. A torcida tricolor passou a vaiar a equipe e a hostilizar alguns jogadores. Esperta, a equipe visitante se aproveitou do nervosismo do rival e anotou o terceiro gol, com o atacante Felipe.

O time carioca se entregou de vez. Não conseguia fazer nada. Era um bando em campo, sem nenhuma organização tática. O atacante Iarley ainda fez 4 a 1 para o Goiás, aumentando ainda mais a ira da torcida tricolor.

FICHA TÉCNICA: FLUMINENSE 1 X 4 GOIÁS

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 18/7/2009 às 18h30
Árbitro: Rodrigo Martins Cintra (SP)
Assistentes: Carlos Berkenbrock (Fifa/SC) e Carlos Augusto Nogueira Junior (SP)
Renda/público: R$ 83.739,00 / 7.451 pagantes.
Cartões amarelos: Ruy, Luiz Alberto (FLU); Felipe, Leandro Euzébio, Valmir Lucas (GOI)
Cartões vermelhos: Não houve.
GOLS: Ruy, 2'/1ºT (1-0); Ramalho, 13'/2ºT (1-1); Julio Cesar, 16'/2ºT (1-2); Felipe, 26'/2ºT (1-3); Iarley, 35/2ºT (1-4).

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Diogo (Carlos Eduardo, 24'/2ºT), Cássio, Luiz Alberto e João Paulo; Wellington Monteiro, Marquinho (Tartá, 21'/2ºT), Ruy e Conca; Leandro Amaral (Maicon, 24'/2ºT) e Kieza.
Técnico: Vinícius Eutrópio.

GOIÁS: Harlei; Valmir Lucas, Ernando e Leandro Euzébio; Vitor, Amaral, Ramalho, Felipe Menezes (João Paulo, 39'/2ºT) e Julio Cesar; Iarley (Zé Carlos, 44'/2ºT) e Felipe (Bruno Meneghel, 39'/2ºT). Técnico: Hélio dos Anjos.


Inter vence e afunda Fluminense na tabela do Brasileiro

Time gaúcho faz 4 a 2 no Beira-Rio, vai para 23 pontos e assume a ponta; cariocas estão na penúltima colocação

ELDER OGLIARI - Agencia Estado

Taíson (esq.) foi um dos destaques do Internacional

Divulgação/Vipcomm

Taíson (esq.) foi um dos destaques do Internacional

PORTO ALEGRE - O Internacional venceu o Fluminense por 4 a 2 nesta quarta-feira, no Beira-Rio, e reassumiu a liderança do Campeonato Brasileiro, com 23 pontos. Para encerrar a rodada sem perder a primeira posição, os colorados torcem para que o Atlético Mineiro, que tem 21, não vença o São Paulo nesta quinta-feira. O Fluminense segue na zona de rebaixamento, em 19º lugar, com dez pontos.

No primeiro tempo, o Inter chegou a ficar com a impressão que venceria com facilidade, mesmo que não tivesse um claro domínio do jogo. Na primeira vez que concluiu, aos 16 minutos, fez 1 a 0, num lance em que Andrezinho cobrou falta, Magrão desviou e Sorondo empurrou a bola para as redes, de cabeça. Aos 31 minutos, Andrezinho recebeu de Nilmar e mandou no ângulo esquerdo do goleiro, ampliando para 2 a 0.

No segundo tempo, o Fluminense chegou a assustar os pouco mais de 7 mil torcedores que enfrentaram o frio e a chuva para apoiar o time gaúcho. Em apenas dois minutos, os visitantes empataram o jogo. Aos 27, Ruy descontou, num chute por cobertura. Dois minutos depois, Conca igualou, de cabeça, após cruzamento de João Paulo.

Mas a alegria dos visitantes durou pouco. O artilheiro Taison, que havia entrado no lugar de Alecsandro, desencantou e fez o terceiro, em jogada individual, aos 34 minutos.

Aos 46, o atacante marcou o quarto, aproveitando passe de Marcelo Cordeiro. A participação decisiva deixou o artilheiro em paz com a torcida. Ele não marcava desde o dia 27 de maio e era cobrado por isso.

Agora Taison virou a esperança dos torcedores do Inter, sobretudo para domingo, quando enfrentam o rival Grêmio, no Olímpico. No sábado, o Fluminense receberá o Goiás no Maracanã.

INTERNACIONAL 4 X 2 FLUMINENSE
Internacional -
Lauro; Índio, Sorondo e Álvaro (Glaydson); Danilo Silva, Guiñazu, Magrão, Andrezinho (Danny Moraes) e Marcelo Cordeiro; Alecsandro (Taison) e Nilmar. Técnico: Tite.

Fluminense - Ricardo Berna; Mariano (Marquinho), Cássio, Luiz Alberto e João Paulo; Wellington Monteiro (Maicon), Diguinho, Ruy e Conca; Fred e Leandro Amaral (Kieza). Técnico: Vinícius Eutrópio.

Gols - Sorondo, aos 16, Andrezinho, aos 31 minutos do 1º tempo. Ruy, aos 27, Conca, aos 29, e Taison, aos 34 minutos e aos 46 minutos do 2º tempo.
Cartões amarelos - Álvaro (Internacional); Ruy e Leandro Amaral (Fluminense).
Cartões vermelhos - Magrão, Glaydson (Internacional); Diguinho e Fred (Fluminense).
Árbitro - Evandro Rogério Roman (PR).
Renda - R$ 99.130,00.
Público - 6.346 pagantes (7.227 no total).
Local - Estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).


Santo André vence e complica situação do Fluminense

Time do ABC ganha no Engenhão por 1 a 0 e sobe para 14 pontos; tricolor carioca está entre os últimos

AE - Agencia Estado

Parreira pode ser demitido do Fluminense

Fábio Motta/AE

Parreira pode ser demitido do Fluminense

RIO - O Santo André surpreendeu o Fluminense, neste domingo, no Engenhão. Venceu por 1 a 0, subiu para a 10ª posição (com 14 pontos) e deixou a equipe carioca em crise e na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

O técnico Carlos Alberto Parreira ficou em situação difícil no comando do time e corre o risco de ser demitido. Ele já tem seu trabalho questionado nas Laranjeiras e a equipe não vem rendendo bem, sem vencer há 5 jogos. Já o Santo André ganhou uma posição na tabela, na 10ª colocação, agora com 14 pontos.

O Fluminense começou a 10ª rodada do Campeonato Brasileiro próximo da área de risco e dono do pior ataque da competição - fez apenas 8 gols em 9 jogos. Por causa da má campanha da equipe, a torcida já foi impaciente para o Engenhão. E ficou ainda mais irritada com o gol contra marcado por Wellington Monteiro, logo aos 3 minutos.

O volante foi cortar cruzamento, mas a bola bateu em seu joelho, saiu do alcance do goleiro Ricardo Berna e entrou. A torcida hostilizou o jogador, tão criticado por sua baixa qualidade técnica. "A fase não é boa. Foi uma infelicidade total", disse o lateral-direito Ruy, no intervalo, em sua estreia pelo Fluminense.

Os donos da casa tiveram mais posse de bola, mas não conseguiram furar o forte bloqueio defensivo do rival no primeiro tempo. Faltou criatividade ao meio-campo. Já o Santo André poderia ter ampliado o marcador. Teve as chances mais claras.

Na segunda etapa, o Fluminense partiu para o tudo ou nada. Porém, sem organização e talento. A torcida pendurou uma faixa pedindo a saída de Parreira e chamou o time de "sem vergonha".

Na próxima rodada, o Fluminense tentará se reabilitar na competição diante do vice-líder Internacional, fora de casa. O Santo André vai receber o Atlético-PR no Estádio Bruno José Daniel.

FLUMINENSE 0 X 1 SANTO ANDRÉ
Fluminense -
Ricardo Berna; Ruy, Luiz Alberto, Edcarlos e João Paulo (Tartá); Diguinho, Wellington Monteiro (Marquinhos), Carlos Eduardo e Conca; Alan e Leandro Amaral (Maicon). Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Santo André - Neneca; Cicinho (Dionísio), Cesinha, Marcel e Gustavo Ney; Fernando, Ricardo Conceição, Marcelinho Carioca (Rodrigo Fabri) e Élvis (Pablo Escobar); Antônio Flávio e Nunes. Técnico: Sérgio Guedes.

Gols - Wellington Monteiro (contra), aos 3 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos - Edcarlos, Conca, Tartá (Fluminense); Marcelinho Carioca e Cesinha (Santo André).
Árbitro - Wallace Nascimento Valente (ES).
Renda e público - Não disponíveis.
Local - Estádio Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ).


Ronaldo comanda Corinthians na vitória sobre o Fluminense

Fenômeno marca três no triunfo alvinegro por 4 a 2, em jogo das faixas pela conquista da Copa do Brasil

André Rigue - estadao.com.br

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Ronaldo foi o dono da festa no Pacaembu

Evelson de Freitas/AE

Ronaldo foi o dono da festa no Pacaembu

SÃO PAULO - A noite desta quarta-feira foi de festa para o Corinthians. No jogo da entrega das faixas pela conquista da Copa do Brasil, o alvinegro de Parque São Jorge teve grande atuação no primeiro tempo e venceu o Fluminense por 4 a 2, em duelo válido pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. Com a vitória, o time subiu para o quinto lugar.

O triunfo no Pacaembu aumentou a confiança do grupo corintiano, que espera conquistar a Tríplice Coroa - ganhar na mesma temporada o Paulistão, a Copa do Brasil e o Brasileirão. O técnico Mano Menezes considerou a partida contra o Fluminense como "a primeira do grupo totalmente focada no Nacional".

O Corinthians teve força máxima nesta quarta-feira - apenas o zagueiro William, machucado, ficou fora. O começo do jogo, no entanto, foi de domínio da equipe de Carlos Alberto Parreira. O Fluminense perdeu duas grandes chances com Fred, aos 6 e aos 12 minutos do primeiro tempo. Depois disso, só deu Corinthians.

A festa alvinegra no Pacaembu foi comandada por Ronaldo. Em noite de muita inspiração, o Fenômeno marcou seu primeiro gol aos 24 minutos. Douglas deu passe preciso para o atacante, que girou dentro da grande área e tocou no canto do goleiro Ricardo Berna - o estádio, com bom público, explodiu em alegria.

O Fluminense entrou em pane e o Corinthians aproveitou para aumentar ainda no primeiro tempo. Aos 29 minutos, Ronaldo tocou para Cristian, que deu de primeira para Dentinho dentro da grande área - o camisa 31 tocou no canto direito de Berna e novamente estufou as redes cariocas.

O primeiro tempo ainda registrou um lance sensacional de Ronaldo. Aos 35, o Fenômeno deixou Cássio para trás e Edcarlos no chão. Com um suave toque, dentro da área, ele mandou outra vez no canto de Berna e cravou 3 a 0 - o rosto de desespero de Parreira ao ir para o intervalo foi o reflexo da grande atuação alvinegra.

SUSTO DO FLUMINENSE

Na etapa final, o Corinthians tirou o pé do acelerador. Mesmo assim, criou uma chance para marcar o quarto. Aos 12 minutos, Ronaldo recebeu passe de Elias pela esquerda. O Fenômeno chutou cruzado, mas a bola passou perto do gol de Berna - o alvinegro se concentrou na busca pelos contra-

Corinthians 4
Felipe; Alessandro (Diogo), Chicão, Diego e André Santos ; Cristian, Elias e Douglas (Boquita); Jorge Henrique , Dentinho e Ronaldo (Henrique)
Técnico: Mano Menezes
Fluminense 2
Ricardo Berna; Mariano, Cássio , Edcarlos e João Paulo ; Wellington Monteiro, Fabinho (Marquinho), Diguinho (Alan) e Conca; Leandro Amaral (Carlos Eduardo) e Fred
Técnico: Carlos Alberto Parreira
Gols: Ronaldo, aos 24, Dentinho, aos 29, e Ronaldo, aos 35 minutos do primeiro tempo; Conca, aos 26, Diego (contra), aos 33, e Ronaldo, aos 40 minutos do segundo tempo
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Renda: R$ 951.184,00
Público: 27.329 pagantes
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
ataques.

Parreira decidiu ir para o tudo ou nada e fez três mudanças no Fluminense - colocou Alan, Marquinho e Carlos Eduardo. O time evoluiu o chegou ao primeiro gol aos 26 minutos. O argentino Conca ganhou de Cristian no meio-campo, carregou até a área e chutou na saída de Felipe.

O Fluminense se animou com o gol e deu um sufoco no Corinthians. Aos 33 minutos, Alan avançou com liberdade pela esquerda. Ele entrou na área, tirou de Felipe e cruzou. Diego tentou afastar, mas chutou para o fundo das próprias redes. Por um instante, o Pacaembu se silenciou.

Mas as chances de reação do Fluminense foram zeradas após a expulsão infantil de Fred, aos 37 minutos, por ofender o árbitro Heber Roberto Lopes. Com uma a mais em campo, o Corinthians aproveitou para fechar o marcador em 4 a 2 - Ronaldo acertou um lindo chute de fora da área, aos 40, e garantiu a alegria da Fiel.








Flamengo e Fluminense empatam em clássico sem gols

Partida é fraca tecnicamente e termina em 0 a 0; duelo entre Adriano e Fred não foi como esperado

Agencia Estado

Adriano tenta fugir da marcação de Luiz Alberto durante o clássico deste domingo no Maracanã

Marcos de Paula/AE

Adriano tenta fugir da marcação de Luiz Alberto durante o clássico deste domingo no Maracanã

RIO - Esperava-se muito do duelo entre Adriano e Fred, mas o que se viu no domingo, no Maracanã, foram duas equipes sem criatividade e empenho suficientes para que Fluminense e Flamengo saíssem do 0 a 0, em confronto válido pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Flamengo chegou aos 11 pontos, caindo para a sétima posição. O Fluminense soma dez e ocupa a 13.ª colocação.

"Eu sempre cobro muito de mim, por isso estou um pouco chateado. Mas o time está mostrando bom ritmo. Agora é manter o trabalho e buscar as vitórias", disse Adriano, que não viveu tarde inspirada, saindo muito da área para buscar jogo.

O primeiro tempo foi de péssimo nível, com muitas faltas, deixando o jogo muito truncado. Poderia se atribuir um pouco da culpa ao juiz Sálvio Spinola, que apitava qualquer esbarrão. O Flamengo errava muitos passes e permitia, com isso, que o Fluminense tivesse um ligeiro domínio das ações.

Aos 9 minutos, Edcarlos apareceu na área adversária e chutou cruzado, forte. Bruno espalmou e a defesa aliviou. Três minutos depois o Flamengo respondeu. Everton foi lançado na esquerda e tentou o cruzamento. A bola resvalou em Edcarlos e Ricardo Berna fez grande defesa, evitando um gol fortuito.

Apesar dos muitos erros, o Flamengo levava mais perigo quando avançava, atuando bem pelos lados do campo, com Juan e Everton pela esquerda e Leonardo Moura e Emerson pela direita. Antes do intervalo, Fred quase marcou aos 42, mas finalizou mal. Dois minutos depois foi a vez de Adriano cabecear e quase encobrir Ricardo Berna.

As duas estrelas da partida estavam apagadas. E assim permanecerem por toda o segundo tempo. O Flamengo melhorou muito e dominou completamente a etapa final, diante de um Fluminense lento e que permitia os avanços rápidos do rival. Mas não era dia de bola na rede, com ambas as equipes finalizando muito mal.

A única chance tricolor em toda a segunda etapa surgiu com o Fred, logo no primeiro minuto. Mas o atacante chutou para fora. A partir daí, só deu Flamengo. Emerson cabeceou com perigo aos nove e perdeu outra grande oportunidade aos 13.

O atacante fazia boa partida e obrigou Ricardo Berna a realizar ótima defesa em forte finalização da entrada da área, aos 27. Três minutos depois foi a vez de Leonardo Moura completar cruzamento da esquerda e Ricardo Berna salvar novamente.

Os técnicos tentaram modificar o panorama a partir dos 35 minutos, realizando suas alterações. O ritmo do Flamengo caiu e o jogo passou a ser um festival de bolas perdidas nas intermediárias. Uma noite para apagar da história do clássico Fla-Flu.

FLAMENGO 0 X 0 FLUMINENSE

Flamengo -
Bruno; Toró, Fabrício e Welinton; Leonardo Moura (Everton Silva), Willians, Ibson, Everton (Petkovic) e Juan; Emerson e Adriano. Técnico: Cuca

Fluminense - Ricardo Berna; Maurício, Edcarlos, Luiz Alberto e João Paulo; Wellington Monteiro (Marquinho), Fabinho, Diguinho e Conca (Alan); Thiago Neves e Fred. Técnico: Carlos Alberto Parreira

Cartões amarelos - Ibson, Everton Silva e Willians; Luiz Alberto e Edcarlos
Juiz - Sálvio Spinola Filho (Fifa-SP)
Público - 41.038 pagantes
Local - Maracanã, no Rio de Janeiro







Com gol nos acréscimos, Avaí surpreende Fluminense

Em casa, time catarinense ganha por 3 a 2 e conquista sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro

JÚLIO CASTRO - Agencia Estado

Time de Parreira sofreu outra derrota

Arquivo/AE

Time de Parreira sofreu outra derrota

FLORIANÓPOLIS - Recém-chegado da Série B, o Avaí finalmente conquistou a sua primeira vitória na Série A do Campeonato Brasileiro neste sábado. Com gol aos 47 minutos do segundo tempo, o time catarinense derrotou o Fluminense por 3 a 2, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, pela sétima rodada da competição.

A primeira vitória tirou o Avaí da lanterna do Brasileiro, agora com sete pontos, na 17ª posição da tabela, ainda na zona de rebaixamento. O Fluminense ocupa provisoriamente a oitava colocação, com nove.

O primeiro tempo da partida foi brilhante para a equipe catarinense. Não faltou criatividade e ímpeto para que o time logo dominasse o adversário e fizesse os gols com certa naturalidade. O Avaí abriu o marcador aos 13 minutos num golaço do meia Muriqui, que bateu na saída do goleiro Ricardo Berna.

Dois minutos depois foi a vez do meia Marquinhos pegar uma sobra na frente da área e chutar forte para vencer o goleiro adversário. Mesmo com boa vantagem, o Avaí manteve o domínio da partida no período, tendo desperdiçado chances incríveis de ampliar ainda no período. A impotência e a falta de reação do Fluminense aumentava a irritação do técnico Carlos Alberto Parreira à beira do gramado.

E saiu da manga do treinador a solução para o revés do Fluminense. No intervalo ele fez duas substituições (Diogo por Mariano, e Marquinho por Leandro Amaral) que mudaram, sensivelmente, a performance do time. Na pressão, o Fluminense conseguiu um pênalti que Fred cobrou para diminuir o placar aos 13 minutos. E logo em seguida, aos 15, com a participação direita de Leandro Amaral e Mariano, o atacante Fred voltou a marcar completando um passe de Leandro Amaral.

A partir do empate, o Fluminense impôs ao Avaí uma verdadeira blitz fazendo o time de Florianópolis passar pelos piores momentos no jogo. Intranquila, a equipe de Silas suportou bem a pressão e só passou a reagir a partir da segunda metade do período, principalmente nos 10 minutos finais com um jogador a mais. Maurício, que entrara no segundo tempo, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou os visitantes em desvantagem numérica.

E foi no apagar das luzes, aos 47 minutos, quando a esperança de vitória se esvaia na torcida, que o volante Léo Gago, num lampejo de lucidez, arriscou de fora da área: um golaço, no ângulo, que sacudiu a Ressacada na mais emocionante partida do time na competição.

O Avaí voltará a campo agora no próximo sábado para encarar o Cruzeiro, no Mineirão. O Fluminense, por sua vez, vai jogar o clássico Fla-Flu com o Flamengo, domingo, no Maracanã.

AVAÍ 3 X 2 FLUMINENSE
Avaí -
Eduardo Martini; Ferdinando, André Turatto, Anderson Luiz e Uendel Pereira; Marcus Vinícius (Caio), Léo Gago, Marquinhos Santos e Muriqui; Lima (William) e Luiz Ricardo (Cristian). Técnico: Silas.

Fluminense - Ricardo Berna; Diogo (Mariano), Edcarlos, Luiz Alberto e Augusto (Maurício); Wellington Monteiro, Marquinho (Leandro Amaral), Diguinho e Conca; Thiago Neves e Fred. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Gols - Muriqui, aos 13, Marquinhos, aos 15 minutos do primeiro tempo. Fred, aos 13 e aos 15, Léo Gago, aos 47 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos - Marcus Vinícius, Ferdinando (Avaí); Diguinho, Anderson Luiz e Thiago Neves (Fluminense),
Cartão vermelho - Maurício (Fluminense).
Árbitro - Paulo César de Oliveira (Fifa/SP).
Renda - R$ 80.740,00.
Público - 9.142 pagantes (10.020 no total).
Local - Estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC).

domingo, 19 de julho de 2009

Pra eternidade: farra dos ingressos II

'O clima no clube é pesado, sim. É uma guerra de vaidades', diz superintendente

Carlos Henrique Corrêa dá razão a lateral Leandro, ex-Flu, e afirma que conselheiros se preocupam mais com seus 'grupelhos' do que com o time

Caio Barbosa, Emiliano Tolivia e Marcel Lins Rio de Janeiro


Que o clima nas Laranjeiras anda tão aquecido quanto o global não é novidade. Enquanto a política ferve em ano que sequer é eleitoral, o Fluminense despenca na tabela do Brasileirão, ocupando um dos lugares da zona do rebaixamento. Além de conflitos internos entre patrocinador e presidência, o superintendente geral, Carlos Henrique Corrêa, revela que até uma credencial de estacionamento no Maracanã é motivo para rusgas no clube. Para completar o cenário, nesta quinta-feira, o Conselho Deliberativo se reúne para discutir a "Farra dos ingressos" na final da Libertadores de 2008, vexame ao qual Corrêa tem seu nome diretamente ligado.

No último domingo, o lateral Leandro, atualmente no Vitória, disse ao "Esporte Espetacular" que o ambiente no Tricolor é tenso. Para o dirigente, tal convulsão no Tricolor de fato chega às quatro linhas. E também às arquibancadas. Junto à crise no futebol, o clube cortou definitivamente os ingressos para as torcidas organizadas logo após a recente invasão ao gramado e agressão ao volante Diguinho. 


Carlos Henrique Corrêa com documentos

Carlos Henrique Corrêa nega que tenha recebido ameaças diretas na época em que era responsável pelo repasse de ingressos às organizadas, embora reconheça algumas tácitas. Porém, garante que se mantém distante dessa relação há sete anos por um "desgaste natural". Confira a entrevista abaixo e assista ao vídeo acima:


GLOBOESPORTE.COM: O que pode acontecer na reunião de quinta-feira no Conselho Deliberativo do Fluminense, já que o assunto é a venda antecipada para a final da Libertadores 2008, assunto que está diretamente ligado ao senhor?
Carlos Henrique Corrêa: Pode acontecer mais difamação. Estão articulando para que sócios e imprensa não participem. Logo, eu, Cristiane (Rodrigues, assistente de finanças) e outros não poderemos entrar se assim for. Não vejo o que pode ter de novo. Com o Ministério Público e a polícia está tudo encaminhado. A não ser tumultuar o próprio Fluminense, que já está tão tumultuado. O Fluminense perde sempre pra ele mesmo. Há anos de ranço, ódio e brigas internas, cada um olha para o seu umbigo e esquece da instituição.

Isso se reflete em campo?
Em tudo. Você vai a um lugar onde está todo mundo aborrecido, odiando um ao outro, não cresce nada.

No "Esporte Espetacular", o lateral Leandro, agora no Vitória, citou isso, que o clima no clube é muito pesado...
E é pesado. As pessoas não estão lá pra construir. É uma guerra de vaidades, as pessoas não chegam lá e vestem a camisa do Fluminense para entrar no clube. Cada um veste a camisa do seu grupelho. E brigam pelos seus interesses, que às vezes são tão mesquinhos. Um reconhecimento qualquer. O cara não recebe o estacionamento do Maracanã, é um caos. "Por que fulano está na especial? Quem deu?". E nem imaginam que o outro possa tê-lo comprado. Em vez de se preocupar se o time está bem, se o clube vai bem internamente, querem saber quem ganhou ingresso, quem não ganhou estacionamento. E isso cria um clima de tensão geral. 

 Sobre clima de tensão, há pouco tempo houve invasão de gramado por parte de torcidas organizadas do Fluminense, que perderam o direito a ingressos gratuitos. Qual a sua opinião sobre essa decisão?

Minha opinião é como tricolor, pois não é decisão minha. Tudo tem um custo. Antigamente, as torcidas recebiam duas credenciais, mas como tinham um perfil de classe média, mais da Zona Sul, levantavam recursos. Hoje, ninguém contribui. O ingresso é o mecanismo para isso. Tem que ter uma forma de ajuda, mas não sei qual. Talvez ajudar com bandeiras, rojões, manutenção de instrumentos. O clube vê as organizadas como algo importante. Você vai a jogos distantes, tem meia-dúzia e essas pessoas são eles. Hoje, a Legião Tricolor tem esse perfil que eu falei. Quando precisam, fazem campanha e arrecadam. As organizadas precisam trabalhar sua imagem. São os maus que acabam virando exemplo. A maioria dos integrantes não é assim.

Quem faz o intermédio com as torcidas organizadas para a entrega dos ingressos?
O Carlos Henrique Ferreira, vice de Finanças. Há mais de sete anos que não tenho essa tarefa. Deixei claro que não queria fazer mais isso.

Por quê?
É desgastante em um clube sem dinheiro. A organizada faz um pedido, justo, de dinheiro para alugar um ônibus. Ao mesmo tempo, você está com o salário mínimo de algum funcionário atrasado. O que faz? Apoiar o time é importante, pagar o funcionário também. Então preferi passar isso para o futebol. Quando o Horcades assumiu, eu voltei a ficar apenas com as cortesias. 

Você já sofreu alguma ameaça?
Olha, tem sempre o comentário de fulano falou isso e tal. Mas de concreto, de "vou te pegar ali", não. É o desgaste do relacionamento, natural.

Sobre ingressos, as torcidas organizadas contestam o número de 4.450 entradas cedidas na final da Libertadores. E dizem ainda que, até esse jogo, eles assinavam um recibo de ingressos com valor de entrada inteira, mas recebiam meia. Você diz que não faz o intermédio desses bilhetes. Mas não é no mínimo estranho?
Esse número está no depoimento da Cristiane e do Carlos Henrique Ferreira, tanto na Decon (Defesa do Consumidor) como na polícia, acredito que eles tenham esses documentos. Se isso acontece, realmente é estranho. Mas tem que ver com quem entrega. O problema do disse-me-disse é esse. Tudo tem que ter documento. Creio que os recibos estejam lá. Mas não posso afirmar porque isso eu não sei, não vi.

Pra eternidade: farra dos ingressos

Foi conveniente me culparem', diz 'vilão' no episódio da 'farra dos ingressos'

Um ano depois, Carlos Henrique Corrêa diz que cúpula tricolor foi omissa e conta para onde foi maioria das entradas: dirigentes, conselheiros, amigos...

Caio Barbosa, Emiliano Tolivia e Marcel Lins Rio de Janeiro


Ao ver o Cruzeiro na final da Libertadores, o torcedor do Fluminense tenta apagar da memória sua mais doída derrota em quase 107 anos de história, contra a LDU, um ano atrás. Ao mesmo tempo, não deixa ficar no passado o vexame da venda antecipada, que acabou conhecido como "Farra dos ingressos", realizando protestos – um tímido na porta das Laranjeiras, outro encorpado na internet. O superindentente geral do clube, Carlos Henrique Corrêa, também não esquece o que aconteceu. Ou, melhor seria dizer, o ocorrido não o esquece.

Corrêa virou o grande vilão do desastre, que culminou com policiais agredindo tricolores com cassetetes e gás de pimenta em quase todos os pontos de venda no Rio, e milhares de pessoas voltando para casa sem a entrada para a decisão. Responsável pela distribuição de ingressos dentro do Fluminense naquele jogo, o dirigente conta que o presidente Roberto Horcades e toda a diretoria decidiram privilegiar sócios e conselheiros, inflando cada vez mais a cota interna do clube. E a cúpula manteve o pé firme mesmo ao ver que uma "tragédia anunciada", como ele define, estava a caminho. Mas na hora de dividir a culpa... 

 

- Minha preocupação é dar nome aos bois e que cada um assuma suas responsabilidades. Quando acabaram os ingressos, eu fui falar com a imprensa. E este foi meu grande erro. Quem dá a notícia ruim se transforma no pai da criança feia – diz, em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM. – Foi conveniente para todos no Fluminense.

Ingressos, que acreditavam serem infinitos, indo para sócios amigos e assessores, vice-presidências inexpressivas com mais de 200 bilhetes em mãos, desdém de dirigentes com os tricolores ditos comuns são alguns dos pontos trazidos de volta por Carlos Henrique Corrêa à realidade do Fluminense, que, um ano depois, ainda não se recuperou da derrota dentro e, principalmente, fora de campo. Confira a entrevista a seguir e assista ao vídeo acima

 

Carlos Henrique Corrêa mostra os cheques dados para pagamento de ingressos


GLOBOESPORTE.COM: Como foi decidida a divisão dos ingressos para a final da Libertadores contra a LDU, no Maracanã? E a decisão de dar prioridade aos sócios?
Carlos Henrique Corrêa: Houve uma reunião da diretoria para ver como ia funcionar a venda dos ingressos para a final, principalmente para o quadro social do clube. Algumas pessoas, como por exemplo o vice-presidente administrativo da época, o Marcos Lenz, tinha a preocupação muito grande em priorizar o sócio. E nessa reunião, um dos primeiros itens foi o aumento do preço, que ia dobrar. Dois vices ficaram preocupados de haver espaços vazios no Maracanã, o vice de finanças, Carlos Henrique Ferreira, e o Aílton Bernardo (então diretor de futebol), que estava representando o Tote (vice de futebol). Isso gerou a expectativa de que cada um pudesse ter uma quantidade maior de ingressos. Houve também a decisão de se manter o valor para as torcidas organizadas. Se dobrava o preço, cairia pela metade a quantidade de ingressos. Contra o Boca, foram cerca de 4.500 entradas. Cada sócio poderia comprar três, sendo que um de meia e dois no valor integral. Cada conselheiro, cinco. Já o torcedor comum, sem ser sócio-torcedor, poderia comprar dois. Ou seja, priorizou-se o associado do Fluminense em detrimento aos demais.


Quantos sócios o Fluminense tinha então, com direito à compra de ingressos?
Naquele momento, em torno de 12.200. E foi decidido que um sócio poderia comprar pelo outro. Se pegasse cinco carteiras, poderia comprar 15 ingressos. E havia ainda o Passaporte Tricolor, cerca de 2.400, e quem o tivesse poderia comprar mais dois. Se você levar em conta que em torno de nove mil sócios moram entre Tijuca e Leblon e que ninguém queria perder aquele jogo... São mais de 20 mil ingressos só para associados. 

Não ficou nenhum sócio sem comprar ingresso?

Naquele dia, quem chegasse até meia hora depois que o último comprou, não. Pode não ter comprado no local que desejava. Mas comprou naquele momento. Às 20h, não tinha mais ninguém, fechamos.


Voltando à reunião da diretoria, como foi feita a divisão para as vice-presidências?
Levei uma proposta para que cada vice comprasse 15 para atender sua estrutura. Começaram as reclamações de que existia uma demanda de mais de 200 ingressos. O pessoal dos esportes olímpicos disse que eram mais de três mil atletas para atender. Com a proposta da redução para as organizadas, surgiu a ideia de por que não atender às 14 pessoas aptas com os 200 bilhetes. Dois assessores da presidência também pleitearam uma carga igual. Isso foi em uma segunda ou terça-feira. Na segunda seguinte, Marcos Lenz me comunicou que, além dos 16, os quatro integrantes do Conselho Diretor, formado pelo presidente, vice geral, primeiro e segundo secretários e mais os seis do Conselho Fiscal também poderiam comprar 200 ingressos, a princípio para atender à sua estrutura. E que não iam cortar a quantidade de ingressos para as organizadas. Fora isso, ainda continuei recebendo demandas do presidente, do tipo: "Olha, não são 200, são 230", o vice de Esportes Olímpicos pediu mais... Marcos Lenz solicitou que eu atendesse também a outros dois diretores administrativos com mais 50 bilhetes para cada um. Depois, a um sócio fulano de tal...

Aspas
  • O vice geral, José de Sousa, disse que não se importava com quem comprasse, que o importante era que vendessem os ingressos e que o dinheiro fizesse parte do borderô"


E a conta aumentando...
Chegou a um volume tal que ficou em torno de 36 mil ingressos para dentro do Fluminense. Se considerarmos que a carga era de 66 mil ingressos à venda, descontando o Passaporte Tricolor, que já é pré-vendido, iriam cerca de 30 mil para a rua. Com a decisão de que cada um poderia comprar dois, iríamos atender apenas a 15 mil pessoas.

Isso soa como chorar o leite derramado. A fila atravessou meio bairro das Laranjeiras. Não deveria ter sido feito um planejamento para que não houvesse tanta confusão?
Antes da venda, a gente não sabia qual seria a proporção. Mas claro que tinha ideia. Tanto que conversei com o Marcos Lenz e com o presidente, pedindo se não dava para rever a forma de distribuição, porque teríamos problemas. Ouvi como resposta que a prioridade seria dos sócios. Conversei também com o vice geral, José de Sousa, que disse que não estava se importando com quem comprasse, que o importante era que vendessem os ingressos e que o dinheiro fizesse parte do borderô. Na véspera, fui à sala do departamento jurídico com o Fúlvio, da BWA, conversar com o gestor do Fluminense Humberto Palma. Ele saiu da sala, não sei a quem consultou, e disse que não, que o clube iria priorizar o associado. Cabia minimizar. Percorri as filas nas Laranjeiras e no Maracanã. Havia 80 mil pessoas, e só atenderíamos a 15 mil. Era uma tragédia anunciada.

 

Pelas palavras do vice geral, José de Sousa, então o clube não se importou muito com a forma como seriam vendidos os ingressos nem com o torcedor comum, certo?
O comentário dele foi isolado. Os outros, Lenz, Horcades e Humberto, falaram que o importante era privilegiar o associado. Só que a coisa foi num crescente tal, neste jogo houve uma demanda, não diria inesperada pelos milhões de torcedores que o Flu tem, mas muito grande para o pequeno número que teríamos de atender. O departamento de futebol ficou com dois mil ingressos para venda interna. Exemplo clássico é o Renato (Gaúcho, ex-técnico), que comprou o equivalente a R$ 15 mil em ingressos.

Meia ou inteira?
Não sei dizer, não foi comigo. O futebol encomendou a quantidade e eu enviei para eles. Mas foi da cota deles. 

 

Agência/O Globo

Multidão espera nas Laranjeiras em vão: ingressos esgotados e repressão policial


Não parece um pouco exagerado o número de 200 ingressos para vice-presidências que talvez nem tenham gente suficiente em sua estrutura para preencher a demanda?

Vinte e seis pessoas tinham direito a 200 ingressos. Nem todas exerceram esse direito. Três com certeza não pegaram. Umas três pegaram menos. No caso específico dos assessores, nem estrutura abaixo eles têm, para dizerem que vão atender a diretores, fornecedores... Se você olhar de uma outra forma, tem um determinado grupo de pessoas ali da diretoria, ou que fazia parte, que, se somar, compram mil, 1.200 ingressos. O Arthur (Nogueira, ex-vice médico), o Lenz, o Hamilton (Iague, assessor da presidência), quando se juntam para uma eleição e lançam candidato próprio, não têm 400 votos. Mas tinham 1.100 ingressos na mão. Dentro desse conceito, parece uma coisa exagerada, sim. Agora, para quem eles repassaram, se deram, não sei. Mas eles pagaram, tenho os cheques.

 

Fornecedores do Fluminense também receberam ingressos?
Não tem jeito. O Fluminense está em uma situação difícil. Se você fica cinco meses sem pagar e ele continua... Em um jogo, diz: "olha, eu quero tanto". Tanto é que houve uma pequena carga do financeiro para fazer isso.
 
Na época, "O Globo" publicou que somente 2.601 ingressos foram vendidos na bilheteria externa das Laranjeiras. Vocês contestam esse número?

Não temos esse controle porque isso é feito pela BWA. Eu estava falando apenas da venda interna. Mas provavelmente os números são maiores porque havia cerca de 29 mil ingressos para serem vendidos do lado de fora.

 Aspas

  • Claro que a responsabilidade (da venda) era do clube. A lei é clara. E não vou falar que fizeram alguma coisa, porque não fizeram"


Mas o clube não se sentia responsável por fiscalizar este trabalho? Com fiscais nas bilheterias para impedir até que houvesse eventuais repasses a cambistas?
A responsabilidade pela venda de ingressos é do clube. É a famosa frase do presidente Manoel Schwartz , "quem delega, não abdica". Claro que a responsabilidade era do clube. A lei é clara. E eu não vou te falar que fizeram alguma coisa, porque não fizeram. Não conheço o contrato com a BWA, não sou o gestor dele. O meu papel até hoje é cuidar da parte operacional dos jogos. Para botar o Maracanã para funcionar, é preciso fazer uma estimativa de público, para ter um quadro móvel, quantidade de catracas abertas, contato com policiamento, CET-Rio... Essa é a minha função.

Mas você fez a distribuição de ingressos na final...
Os ingressos para torcida organizada, agências de viagem, sócios da diretoria, tudo foi diretamente com o departamento financeiro. Os ingressos ficaram custodiados e entregues diretamente a eles. Mas quem fez a entrega aos vice-presidentes, da diretoria, fui eu, que foi uma coisa atípica e única porque eu não faço isso. Tanto é que deu uma diferença e ainda tive que arcar com dinheiro meu, assinar vale descontando do meu 13º salário porque errei. E poderia ter errado mais. Vou dar um exemplo: eu tinha que separar envelopes de 30 ingressos de R$ 80, mas um conselheiro me disse que estava errado, que eu tinha colocado 80 ingressos. Mas isso foi um só, que devolveu os 50. Outros não agiram da mesma forma, mas foi um erro meu.

Quem são estas pessoas?

Não sei precisar, mas foram vice-presidentes, diretores ou pessoas que foram autorizadas por eles a comprar.


Muito se falou em 'dirigente-cambista'. Como tem sido lidar com esse rótulo? Muito ruim, muito triste. Cito o caso da Escola Base. Acabam com a vida das pessoas, como é que consertam depois? Uma amiguinha da minha filha falou: "Poxa, seu pai está em tudo que é jornal, ganhou muito dinheiro." Os mais velhos nem liam mais internet, porque era de ladrão para baixo. Não tenho carro há mais de três anos e dizem que comprei dois, fora apartamento, isso e aquilo. É barra. Mas acho que foi conveniente para as pessoas do Fluminense no momento. Já tem um culpado? Deixa aí.

Interessava a quem?
A todo mundo. Ninguém se manifestou, ninguém queria se apegar a isso. Esperava um posicionamento para a verdade. Tenho um amigo que foi ao supermercado do filho do José de Sousa, e falou: "O Flu tem que botar uma nota mais incisiva." O filho respondeu: "O Flu, nada. O Carlos Henrique tem que se virar com isso, se explicar."

Por todo mundo, entende-se toda a cúpula tricolor?
Uma posição do presidente Roberto Horcades e sua direção. Todos sabiam o que haviam feito. A maioria me conhece há anos. Já estive nos três poderes do clube, sou empregado há dez anos. Já passaram pela minha mão coisas talvez tanto ou mais importantes e valiosas do que isso dos ingressos. E pior, não digo parte financeira. Os erros estão aí para serem corrigidos. Não estou me isentando dos erros. Eu estava lá. A decisão foi corporativa, no sentido de privilegiar o sócio. Disse ao promotor Rodrigo Terra, mais importante do que meu emprego é a minha empregabilidade. Depois que se ganha o carimbo...

Reserva para venda interna  
Categoria Quantidade
Sócios 18.000
Torcidas Organizadas 4.600
Departamento de futebol 2.000
Conselhos Diretor/Fiscal/Deliberativo 5.200
Patrocinadores Conmebol 1.917
LDU 1.000
Unimed 600
Agência de viagens 3.000
TOTAL 36.317

Há como o torcedor denunciar o esquema de ingressos de cortesia na mão de cambistas na porta das Laranjeiras e do Maracanã?
Se algum torcedor comprar na mão de cambista ou de algum outro torcedor ingresso escrito "venda proibida", "cortesia" ou "convênio Fluminense", basta fazer contato com o clube na administração que nós temos controle da numeração para quem vão esses ingressos de cortesia. Dá para identificar qual é ao menos uma parte da fonte do cambista. Basta que o torcedor guarde o ingresso ou anote a numeração.

Por que os ingressos para o jogo contra o Boca em Buenos Aires diziam "cortesia"?
O Boca não vende ingresso. Eles têm 39 mil associados. Quem foi lá, viu. A parte superior do estádio do Racing não tinha 40% da ocupação. Não é que não quisessem, eles não vendem. O Fluminense levou daqui 1.700 bilhetes, lançados no borderô como venda, para repassar a eles. Eles nos pagaram com 1.700 ingressos. Para o dinheiro entrar no cofre do clube, tivemos que vender os que eles trocaram com a gente.

Quem é responsável pelo borderô do jogo?
O agente financeiro é a federação, repassado pela CBF.

A data que aparece no borderô da decisão é 4 de junho. Só que este foi o jogo contra o Boca. A partida contra a LDU foi no dia 2 de julho...
Está 4 de junho? Então não mudaram. Pegaram uma planilha e usaram em cima. Esqueceram. Pegam e aproveitam o que está lá, só vão mudando os dados. Provavelmente foi o que aconteceu. Mas é a federação que faz. 

 


Por que as agências de viagens têm preferência para comprar ingressos, à frente de torcedores comuns?
As agência de viagens compram todo jogo. Se nós aceitarmos, o que é verdade, que o Fluminense é um clube nacional, com torcida em Manaus, no Acre, onde tivemos um jogo contra o Rio Branco com 50 mil pessoas no estádio, eles não têm como chegar aqui e assistir a um jogo se não for através de uma agência de viagem. Então, isso não foi uma novidade. Isso houve contra o Boca, contra o São Paulo, tem até em jogo pequeno, com seis mil pessoas, que as agências compram 50, 60 ingressos para levar os turistas. O que não se imaginava é que algumas agências fizessem papel de canalhas, calhordas, cambistas. Eu mesmo fui comprar ingresso numa agência.

Por quê?
Para as agências, nós só demos cadeiras. Mas na segunda-feira, três pessoas me ligaram dizendo que em um programa de rádio estavam me chamando de mentiroso, porque tinha uma agência em Copacabana, a Fast Copacabana, com uma faixa na rua vendendo ingresso de arquibancada. Eu passei no Fluminense e pedi ajuda a um diretor social, o William (Pires, diretor social). Entrei na agência e comprei. Eu tenho o voucher. Paguei R$ 200 por um ingresso de arquibancada branca. Mas as agências ainda não tinham recebido os bilhetes. Perguntei à Cristiane (Rodrigues, assistente financeira) se houve venda para arquibancada para aquela agência, o que foi negado. Ainda perguntei se não seria falso. Chamei um advogado que é do Conselho para ir lá comprar também. Então, convoquei o policiamento.

E os sócios da empresa apareceram?
Quando um dos sócios da agência desceu, achei que o conhecia. Ele disse que era associado do Fluminense, mas não frequentava muito o clube. E disse que comprou os ingressos de arquibancada direto com a BWA. O departamento jurídico fez o contato e um dos diretores veio ao Rio e disse que havia um modelo de venda através de "call center", que eu desconhecia, todo mundo desconhecia, até mesmo os gestores do contrato. A agência disse que comprou 400 ingressos, mas depois soubemos através do relatório da Decon (Defesa do Consumidor) que eles já haviam feito o pagamento de 900 ingressos de arquibancada branca para a BWA, e como eles falaram que tinham vendido só 400, a BWA acabou vendendo os 400 porque o contrato com o Fluminense autorizava isso, mas teve de devolver o dinheiro dos outros 500 ingressos.


Mas então a agência não teve prejuízo?
A agência teve um prejuízo considerável, porque ia vender estes ingressos para o torcedor do Rio. Isso gerou uma série de problemas porque o dono da agência, Luiz Carlos Rufino Albanese, disse ao "O Globo" que tinha comprado os ingressos diretamente comigo, mas em todo o depoimento da Cristiane, ela fala e tem o fax mostrando que ele fez todo o contrato com o departamento financeiro. E esta pessoa entrou com um processo na Corregedoria pedindo punição ao Major Busnello, mas neste processo ele diz que comprou os ingressos com a Cristiane. Só que na hora ele estava com raiva e disse ao jornal que fui eu, porque fui eu que atrapalhei o negócio dele com 500 ingressos de arquibancada. Infelizmente, depois deste episódio, o Fluminense parou de vender ingressos para agência de turismo.

Como são feitas as escolhas das agências de turismo credenciadas?
Não era eu quem fazia. Mas vou pegar essa, por exemplo, que não foi correta. Uma agência estabelecida, com tudo regularizado, em Copacabana...

Não haveria ligação entre alguma agência e alguém do Fluminense?
Que eu saiba, não.

Re: O QUE EU VOU DIZER LÁ EM CASA ??????????

Ano passado faltando 15 rodadas eu havia decretado: "Estamos rebaixados!", o que seria uma injustiça divina depois da campanha da libertadores. Por uma obra do destino, o Master mind apareceu e conseguiu 8 vitórias em 12 jogos algo inimaginável até o momento e não só conseguimos nos livrar do rebaixamento como pegamos uma vaga na sul americana.

Hoje faltam 26 rodadas pro final do campeonato e eu digo: "Estamos rebaixados!". Pode ser que apareça um milagreiro como no ano passado? Pode! Até pode! Salve a gente do rebaixamento iminente! Esse ano será menos doloroso, afinal passamos vergonha no estadual, na copa do brasil e com certeza passaremos na sul americana sendo eliminados logo na fase nacional por nosso maior rival!

Mas, que passe esse ano sem cair, ano que vem cai! Do ano que vem não passa! 3 anos seguidos lutando pra não cair, um deles tem que cair! E aí, é torcer para que toda a mobilização política que há hj dentro do clube mude algo para 2011, com um novo presidente, uma nova diretoria, uma nova forma de agir e pensar, aonde utilizem os milhões de dólares anuais de forma competente! Do que adianta pagar 400mil pro Fred e não ter um lateral nem um volante? Que em 2011, já na segunda divisão, possamos reerguer esse maravilhoso e outrora glorioso clube!

Como diz o Toni Platão: "Faltam 35 pontos para nos livrarmos do rebaixamento!". São 12 vitórias em 26 jogos. Quase metade dos pontos! É ruim, hein? É ruim!!!

Saudações tricolores!